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Dinheiro - Liberdade e prisão

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Neste mundo dual que a gente tem, o que parece mal, por vezes fica bem e o que parece bem, por vezes fica mal. E o dinheiro não é exceção. Nalgumas situações dá-nos liberdade, noutras fica uma prisão. E falo por experiência, de muita situação que vi no meu trabalho, na minha anterior profissão: Empresas que livremente ficaram reféns de um software de gestão apenas por terem pago milhões pela sua aquisição e manutenção. E podia falar de outras coisas como o crédito imobiliário, que nos dá a liberdade de ter uma casa nossa mas em que ficamos 40 anos reféns de um salário e às vezes de um trabalho stressante que faz mossa. Quando o dinheiro nos chega com amor e sem obrigação de devolver, é bom gozar a liberdade de usar o seu valor e da alegria de juntar a felicidade de Ser com o prazer de Ter. Mas quando chega com condições e o ficamos a dever, a coisa vira prisão e começa a doer. Também quando já não faz sentido estar num projeto e só ficamos por causa do dinheiro ou do tempo que investim...

Aliviar a consciência não basta

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Tudo o que fazemos na vida fica registado na nossa memória ou, melhor dizendo, consciência. E esse registo é provável que seja eterno . E que passe para a memória das gerações seguintes. Muitas crianças nascem com traumas e talentos que vêm de algures muito antes do seu nascimento. E quem se dedica à hipnoterapia observa isso todos os dias nas ansiedades e sonhos racionalmente inexplicáveis dos seus clientes.  Na nossa azáfama diária robótica inconsciente, acreditamos que podemos fazer algo a outras pessoas sem ninguém estar a ver. Mas esquecemos que há sempre alguém a ver: Nós próprios. E creio que isso vai ficar guardado na nossa memória bem como nalgum datacenter quântico (inconsciente) coletivo. Para sempre, para toda a vida. Para esta e eventualmente para outras vidas futuras. Por isso quando fazemos alguma coisa mal o melhor a fazer é meditar no erro, pedir perdão, aos outros e também a nós próprios, e tentar não voltar a repetir. Mudando velhos hábitos e rotinas que deram or...

O vazio existencial e a felicidade

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Escultura Melancholy (Melancolia) do artista romeno Albert György De acordo com Clovis Barros Júnior , muitos dos grandes filósofos da antiguidade, como Platão, acreditavam que viemos a este mundo provenientes de um outro "mundo" em que tínhamos tudo, éramos uma alma completa, livre e feliz e que só lá voltaremos após a nossa morte (do corpo). Por isso talvez essa sensação tão comum de que estamos aprisionados, que  nos falta alguma coisa e que precisamos de preencher esse vazio com qualquer coisa que nos dê prazer imediato: Posse de coisas, excessos de comida, sexo, fama, alcool, tabaco, drogas, viagens, amizades, etc. Viktor Frankl, psicoterapeuta austríaco, apelidou-o de  vazio existencial . E parece que esse vazio nasce e morre com cada um de nós e jamais se conseguirá preencher. Faz parte da nossa condição humana. Amigo ou inimigo Podemos lidar com ele de uma forma positiva ou negativa. É uma escolha nossa.  Se o olharmos positivamente teremos mais paz de espírito e ...

Trauma, tempo e ligações (quânticas) invisíveis

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  Uma reflexão entre a psicologia e a física contemporânea (Artigo escrito por Carlos Lopes, com a preciosa colaboração da inteligência artificial ChatGPT) Há uma pergunta que atravessa a psicologia, a filosofia e até a física moderna: Como é que algo que aconteceu há muitos anos, noutro lugar, continua a influenciar tão profundamente a vida de uma pessoa no presente? À primeira vista, parece um paradoxo temporal. O passado já passou. O espaço mudou. As circunstâncias são outras. E, no entanto, o corpo reage, a emoção surge e o sofrimento reaparece como se tudo estivesse a acontecer agora. Na física quântica existe um fenómeno intrigante chamado emaranhamento : duas partículas que interagiram no passado permanecem correlacionadas, mesmo quando separadas por grandes distâncias. O estado de uma continua a estar ligado ao estado da outra. Embora não exista evidência científica de que o trauma psicológico seja literalmente um fenómeno quântico, a analogia é poderosa e surpreend...

O início do ano a 1 de janeiro é um programa romano

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O nosso comportamento é regido 95% pelo nosso inconsciente/subconsciente, e quase não questionamos os programas que seguimos diariamente. O calendário romano é um deles. A nossa vida é regida pelo calendário gregoriano, originário do romano, um calendário político, completamente desalinhado com a natureza cósmica. E porque é que isto é assim? Resposta do Chat GPT: O calendário romano primitivo começava em março , mês dedicado a Marte , deus da guerra. Faz todo o sentido: Março coincide com o fim do inverno e o início da vida agrícola Era também o início da época militar O equinócio da primavera estava próximo Por isso: Março = 1º mês Abril = 2º Maio = 3º Junho = 4º Quintilis = 5º Sextilis = 6º September = 7º October = 8º November = 9º December = 10º 👉 Daí os nomes que ainda hoje denunciam a antiga contagem. 🧱 2. Janeiro e Fevereiro foram acrescentados depois Por volta do século VII a.C., o rei Numa Pompílio acrescentou dois meses no final ...

Treinar para a reforma

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Há quem se reforme de repente e passe tão mal que mais valia ter ficado a trabalhar mais uns anos. E há quem se reforme adequadamente e se pergunte como é que aguentou tanto tempo a trabalhar. Com a velocidade com que a tecnologia vai substituindo e alterando os postos de trabalho, cada vez vão haver mais pessoas sem o habitual emprego de horário fixo da era industrial e muitas mesmo sem qualquer emprego. E digo emprego porque trabalho vai sempre haver, nem que seja para programar as máquinas que o vão fazer. E muitos vão passar grande parte da sua vida reformados. Uns felizes e outros doentes. Porquê? Um dos grandes problemas do ser humano é a mudança. Mesmo que seja para melhor, o seu cérebro reptiliano responsável pela sobrevivência, começa a dar grandes sinais de alarme e, muitas vezes somos empurrados para a forma de vida anterior, a nossa zona de conforto, por mais dolorosa que seja. Alguns vão adiando a transição até não terem mais saúde e apenas, uma boa poupança para viver veg...

Tu és Antifrágil

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Hoje com 66 anos ando a pé, entre 5 e 10 quilómetros, quase todos os dias, e sinto-me muito melhor. E conheço pessoas com 90 anos que sentem o mesmo. Ao contrário das máquinas, quanto maior é o movimento do corpo humano, maior parece ser a sua saúde e longevidade. Também quando cais e partes um osso ele volta a ficar inteiro ou quando te cortas a pele volta a unir-se. E quando ficas muitos dias deitado numa cama os teus músculos definham mas, quando voltas a andar os músculos regeneram. Claro que isto é só até um certo limite pois se caires de um décimo andar não há regeneração que te salve. E, com a idade, este teu poder reduz-se gradualmente. Os mecanismos de regeneração e resiliência dinâmica dos seres vivos são uma das coisas mais espetaculares que nos diferenciam das máquinas de metal. Há mesmo quem chame ao nosso corpo de antifrágil . Um sistema frágil é aquele que se quebra facilmente e, ao abandono, assim fica eternamente. É o caso das máquinas tradicionais. Pelo contrário, um ...